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O mundo está mudando, mas como você está mudando junto com ele?

segunda-feira, 14 de março de 2011

A morte sempre é um caso um tanto complicado, mas quando é anunciado via midias sociais nos faz pensar nas mudanças que o mundo moderno tem nos imposto, com ou sem o nosso consentimento: a rapidez da informação que recebemos agora, mais do que nunca, requer ação na mesma proporção.

Casos de suicídios não são tão distantes de nossas realidades quanto imaginamos, certamente todo mundo ja ouviu alguma historia de suicídio, mas o que mudou é que antigamente as notícias sobre eles eram mais restritas. Famílias que tinham casos de suicídios entre seus membros escondiam as informações, por tristeza ou por vergonha. As mensagens de suicidas, que antes eram escritas em longas cartas, hoje são declaradas em poucos caracteres, muitas vezes diretos, outras de forma subjetiva, mas estão la na internet, expostos publicamente para todo mundo ver, quase no mesmo instante da morte.

Quem não ouviu falar dos casos de Marisa Mitsue Toma, Simone Back ou Tyler Clementi?

Essas pessoas, de uma forma ou de outra, pediram ajuda via mídias sociais, “gritaram” na rede para todo mundo ouvir suas intenções, numa tentativa desesperada de que alguem as impedisse de fazer o que fariam. Mesmo com seus milhares de amigos cada uma, nenhuma dessas pessoas teve voz para se fazer ouvir. Nenhum de seus amigos interviu para saber se algo estava errado. Mesmo com toda a tecnologia disponível para se chegar até esses suicidas naquele exato momento, ninguém sequer tentou. A rapidez da informação não gerou rapidez na ação.

Será que ninguém poderia ter mudado essas histórias? A informação imediata sobre a vida e sobre as pessoas nos faz assumir uma nova responsabilidade de rapidez na tomada de atitude também. A velha Lei da Ação e Reação nos obriga a sermos ainda mais rápidos hoje com a tecnologia. Uma carta suicida anos atrás demoraria dias para ser achada, lida ou entendida, mas hoje, 140 caracteres estão a todo instante em nossa frente. Estamos recebendo todas essas infomações alegres e tristes, fúteis e úteis o tempo todo, quase em tempo real, mas o que estamos FAZENDO com essas informações? Estamos simplesmente esperando que elas passem por nós e não nos modifiquem como seres humaos, não nos atinjam, não nos comovam? Até quando continuaremos ouvintes passivos e quando nos tornaremos seres capazes de usar a tecnologia para intervir na JÁ realidade? E para se pensar…

Também e para se pensar o fato de termos um milhão de amigos online e nos momentos mais difíceis não podermos contar com nenhum. Não seria então uma distorção de valores do mundo moderno? Será que estamos trocando a qualidade pela quantidade? A proximidade real pela distância virtual, numa sensação de perspectiva distorcida, de que quem esta longe geograficamente está perto o suficiente virtualmente? Quantos amigos reais e verdadeiros temos nas mídias sociais? Quantos dos nossos contatos vão realmente notar nossa falta, sentir nossa saudade? Quais os valores e os sentimentos em relação a amizade para as futuras gerações?

Sem dúvida há muito o que se pensar, porque realmente o mundo está mudando e estamos mudando com ele, querendo ou não. Mas, se não podemos deter a mudança, ainda temos a escolha de MUDAR POSITIVAMENTE, deixando um legado de valores saudáveis e éticos para as próximas gerações. Como já disse Gandhi: “Seja a mudança que voce quer ver no mundo”. Receba as informações, ineteraja com elas, tenha opinião, lados, escolhas, personalidade e não deixe a tecnologia esconder seus verdadeiros valores de amizade, solidariedade e amor. Seja sim tecnológico, mas sem deixar de ser HUMANO.

Se você tem amigos de verdade reais ou virtuais, ligue para eles, abrace-os e deixe o nome deles nos comentários desse post. Eles se sentirão felizes por saber o que você sente por eles :)

National Day of Unplugging 2011: Vamos desconectar?

sexta-feira, 4 de março de 2011

Hoje acontece o Dia Mundial da Desconexão, o “National Day of Unplugging”, que incentiva às pessoas a deixarem de usar celulares, computaores e internet por 24h, a partir das 18:00h de hoje.

Mais detalhes da iniciativa podem ser conhecidos no Sabbath Manifesto. A proposta deles é que as pessoas, nas loucas rotinas modernas, encontrem ainda um tempo para equilibrar-se consigo mesmas e “recarregar as baterias” do espírito.

Assim como Deus descansou no 7º dia da criação do mundo, o Sabbath Manifesto propõe que fizéssemos o mesmo, mas, omo sabemos que isso é impossível no mundo moderno, principalmente no aspecto profissional, eles sugerem pelo menos um dia ao ano totalmente “unplugging”.

Evitar a tecnologia é um grande desafio. Será que a gente consegue?

“O que é internet para você?” perguntaram ao garoto. Ele respondeu: “E aquilo com o qual você pode fazer qualquer coisa.”

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

A melhor definição de internet que eu já ouvi veio desse video. Quando perguntaram ao menino indiano “O que é internet pra você?” Ele respondeu simplesmente: “E aquilo com o qual você pode fazer qualquer coisa.”

Tanto se fala em internet e vejam só, uma definição completa e simples. Nao é que podemos mesmo fazer qualquer coisa com essa tecnologia? Estamos sujeitos ao bem e o mal expostos na alma do ser humano: há quem use a internet para arrecadar ajuda as vitimas das enchentes, há quem use para pedir ajuda aos animais, há quem use a internet para fazer o bem, há quem use para fazer o mal. E ainda há muita gente descobrindo esse mundo do ciberespaço.

A iniciativa desse vídeo sensibiliza olhares até mesmo de quem já está bem acostumado com a internet em sua rotina. É ver o “antigo” com novos olhos.

Se eu puder deixar um desejo, quero que um dia, não muto distante, possamos incluir todas as pessoas nessa nova jornada de tecnologia e que elas saibam usar a internet para o bem, sempre! Viva a inclusão digital!

A educação tem que mudar!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Há alguns dias assisti a palestra do Luis Fernando Guggenberger, da Vivo na aula do @gigiardelli para os @inovadoresespm e descobri a comunidade Rede Vivo Educação .

Achei interessantíssima a discussão sobre a educação na era das redes sociais virtuais. Estamos em um processo de conhecimento mútuo e colaboração, mas as escolas não mudaram ainda a atuação com seus alunos. A evasão da escola pelos jovens cresce cada vez mais, pois eles já não se identificam e não aceitam os modelos antigos, nos quais só o professor é detentor do conhecimento. Os jovens querem interagir!

Outro ponto interessante é que o modelo antigo de educação não aproveita a tecnologia o suficiente e não dá aos alunos liberdade de expressão, sem falar que os jovens já tem noção de que não vão utilizar o que aprendem na escola no mercado de trabalho.

Achei o vídeo abaixo bastante reflexivo e inspirador para profesores, escolas e alunos. Vale a pena repensarmos a questão da educação e como ela pode ser melhorada tendo a tecnologia como aliada. Já não é mais possível ter a tecnologia como uma “matéria”na sala de aula. É preciso que a tecnologia seja parte de tudo na escola e permita que criatividade de liberdade sejam despertada nesse novo mundo.

E você, como vê a educação hoje? Acha ela adequada aos novos tempos?